Caracterização geológica dos reservatórios carbonatados do pré-sal na margem angolana bacia do Kwanza e Baixo Congo

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João Constantino Constantino
Horácio Mega Fontes

Resumo

O estudo de avaliação regional de reservatórios de rochas carbonatadas do Pré-Sal na porção maritima, das Bacias do Baixo Congo e Kwanza, foi baseado na descrição de dados de poços, na caracterização petrografica, nos dados sismicos, o que permitiram caracterizar os reservatórios carbonatados da margem angolana, onde foram perfurados poços que atingiram as formações do pré-sal (Bucomazi, Toca, Chela e Cuvo do Neocominiano-Barreniano), aferindo assim as sua propriedades reservatórias. A arquitetura resultante do paleo-rift é visto como um dos principais controlos na distribuição do potencial de rochas carbonatadas do pré-sal reservatórias das Bacias de margem passivas angolana. O processo hidrotermal foi reconhecido como crucial para a melhoria das propriedades reservatórias dos carbonatos lacustrinos da Formação Toca na Bacia do Baixo Congo, compostos essencialmente por calcarios fossiliferos, grainstones e packstones (moluscos coquinas) com porosidade deposicional e porosidade secundaria que foram melhoradas pela dolomitização hidrotermal exibindo melhores caracteristicas permo-porosas. Na Bacia do Kwanza o contacto hidrotermal adicionou particularidades aos carbonatos (mounds) com enriquecimento de silex (chert), no processo da dolomitização dos microbiolitos preservando as qualidades reservatórias. A presença da porosidade vug (vacuolos) foi caracterizada nos carbonatos do pré-sal, do tipo coquinas quanto em microbiolitos. Estas interpretações, forneceram informações sobre a deposição, as paragenese mineralógicas, as propriedades reservatórias e sua variabilidade.

Palavras-chave:
Pré-sal sedimentação carbonatada mineralogía qualidades reservatorias complexidade

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Como Citar
Constantino, J. C., & Mega Fontes, H. . (2021). Caracterização geológica dos reservatórios carbonatados do pré-sal na margem angolana bacia do Kwanza e Baixo Congo. Revista Angolana De Geociências, 2(1), 223-240. Obtido de http://revista.cicga-uan.co.ao/index.php/RAG/article/view/53

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